INTRODUÇÃO

 O Programa de Ginástica Laboral (PGL) da UFPB é um projeto de extensão coordenado pela Profa. Dra. Caroline de Oliveira Martins, docente do Departamento de Educação Física/CCS da UFPB. A principal atividade do PGL é a ginástica laboral (GL), que pode ser entendida como uma pausa ativa realizada no local de trabalho, composta por atividades (ex.: exercícios de alongamento, massagens, atividades lúdicas) voltadas para as especificidades do trabalhador, buscando, sobretudo, a diminuição do estresse  psicofisiológico negativo (MARTINS, 2008). 

Na reitoria da UFPB está sendo implantado o projeto piloto desde 2009.2, que tem o objetivo de aperfeiçoar as atividades do PGL antes de ser expandido para outros setores da UFPB (a partir de 2010).

Convém salientar que o PGL da UFPB satisfaz a tríade ensino-pesquisa-extensão ao aprimorar a formação dos graduandos de Educação Física do CCS/UFPB, ao promover pesquisas entre membros do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Atividade Física e Saúde (LEPAFS) e ao oferecer atividades que pretendem melhorar a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde da comunidade.

 

JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA


Pelo fato de ser um programa, o PGL deve oferecer, além da GL, outras atividades com o objetivo de melhorar a Qualidade de Vida no Trabalho/QVT e Qualidade de Vida Relacionada à Saúde/QVRS do trabalhador, como informações semanais e palestras sobre QVT e QVRS, além do atendimento individualizado do professor de GL. E um PGL, por fazer parte de um Programa de Promoção da Saúde do Trabalhador, também deve passar por etapas que apresentam o intuito de garantir o mínimo de qualidade ao identificar, estruturar, implantar e avaliar atividades especificamente voltadas para o trabalhador e o seu ambiente de trabalho (MARTINS, 2008).

Deste modo, a etapa de identificação fornecerá dados imprescindíveis para a adequada estruturação do PGL para os funcionários da reitoria da UFPB (Questionário Inicial), inclusive possibilitando que diferentes atividades sejam futuramente viabilizadas para atender as necessidades constatadas (ex.: Programa de Caminhada Supervisionada, Programa de Gerenciamento do Estresse), permitindo uma possível atuação  transdisciplinar entre disciplinas do Departamento de Educação Física/DEF (ex.: Treinamento Desportivo I, Teoria e Prática da Recreação e Lazer) e de outros departamentos da UFPB (ex.: Fisioterapia, Psicologia).

Todavia, independente de uma atuação transdisciplinar, o PGL será estruturado do modo mais individualizado possível, considerando as características salutares e ocupacionais detectadas na coleta de dados, viabilizando a etapa da intervenção. Na intervenção serão implantadas atividades que demonstrarem ser as mais adequadas ao trabalhador e ao seu ambiente de trabalho. Por fim, com o intuito de constatar se o PGL está cumprindo os objetivos previamente traçados, a etapa da avaliação do PGL far-se-á presente em dois momentos (avaliação das aulas de ginástica laboral e do PGL), possibilitando a otimização do mesmo.

Vale ressaltar que o presente projeto é o piloto de um PGL que futuramente  atenderá todos os centros e setores da UFPB.

 

METODOLOGIA


O PGL é composto por:

-Instrumentos de identificação, como o questionário que  determinará características do local de trabalho e do trabalhador, o check list Zona de Precaução (verificação das condições ergonômicas dos postos de trabalho) e a avaliação biométrica do trabalhador (verificação da pressão arterial, da massa corporal, da estatura, do perímetro da cintura e da flexibilidade do tronco);

-Aulas de GL com duração de quinze minutos, compostas -principalmente- por exercícios de alongamento, massagens e atividades lúdicas, ministradas por graduandos do curso de Educação Física da UFPB, numa freqüência de três à cinco vezes por semana;

-Atendimento individualizado do professor de GL, que apresenta o principal objetivo de avaliar individualmente as atividades realizadas durante a GL e fornecer informações ao trabalhador sobre exercício físico, ergonomia e saúde (ex.:  benefícios da prática regular de exercícios físicos, postura corporal adequada na interface homem-computador, maneira correta de se levantar da cama, etc.);

-Informações semanais sobre QVT/QVRS, disseminadas pelo ambiente virtual (http://ginasticalaboral.yolasite.com/) e pelo ambiente de trabalho em folhas de papel A4 (serão enviadas para cada setor por e-mail, sendo que a responsabilidade pela reprodução das informações caberá a cada setor e a disponibilização das mesmas no local de trabalho caberá aos professores de GL);

-Palestras bimestrais, com aproximadamente 30 min. de duração, sobre QVT/QVRS (ex.: Atividade física & saúde, Postura correta frente ao computador, etc.).

 

RESULTADOS ESPERADOS

Desde que seja adequadamente idealizado e mantido, um PGL pode contribuir para a melhoria do relacionamento interpessoal, a redução do estresse psicofisiológico,  a melhoria da postura corporal, a diminuição de dores corporais, o aumento da disposição para as atividades laborativas e da vida diária, a diminuição de doenças ocupacionais (ex.: DORT/LER- Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho/Lesões por Esforços Repetitivos), a redução do absenteísmo e do presenteísmo, bem como para a melhoria da QVT e QVRS, possivelmente levando ao aumento da produtividade (DIAS, 1994; LIMA, 2004; MARTINS, 2001; MARTINS, 2008; POLITO; BERGAMASCHI, 2002).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Dias, Maria de Fátima Michelin. Ginástica laboral. Revista Proteção, 29, 124-125, 1994.

Lima, D. G. Ginástica laboral: custos e orçamentos na implantação e implementação de programas com abordagem ergonômica. Jundiaí (SP); Fontoura, 2004.

Martins, C.O. Ginástica laboral no escritório. Jundiaí (SP): Fontoura, 2001.

Martins, C.O. Programa de Promoção da Saúde do Trabalhador – PPST. Jundiaí (SP): Fontoura, 2008.

Polito, E.; Bergamaschi, E. C. Ginástica laboral: teoria e prática. Rio de Janeiro: Sprint, 2002.

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